INTRODUÇÃO

Pedrinhas e Cedovém são dois Lugares à beira mar, situados entre Ofir e a Apúlia, no concelho de Esposende - PORTUGAL.

Localizam-se num lugar calmo em cima do areal, onde pode almoçar e jantar com uma gastronomia típica local e poder usufruir de uma paisagem natural marítima Atlântica a uma temperatura do Litoral do Sul da Europa .
Onde construções CELTAS desabrocham de fundações milenares, que resulta uma relação de interligação com a paisagem. Os caminhos e os percursos de acesso ainda se encontram em areia e criam uma composição que conjuga de forma perfeita entre a topografia e época das construções, o que dá um cunho único ao Lugar. Se estivermos acompanhados com alguém especial, imediatamente nos apaixonamos e nunca mais conseguimos cortar o "cordão umbilical" com este LUGAR cheio de magia e de uma beleza natural única.

terça-feira, 25 de abril de 2017

O que há de novo em Esposende?

Em Esposende e na vizinha vila de Fão, a paisagem está a mudar. Na praia de Ofir a água vai ganhando terreno ao areal. Mesmo assim, o hotel mais antigo da zona apresentou-se renovado este verão. Em Esposende há um restaurante novo e em Fão continua a fazer-se as «clarinhas»


Quando o vento não sopra com a força necessária para a prática de kitesurf, Tiago Rocha e Pedro Bessa arranjam alternativas pa­ra os turistas que recebem todos os verões na sua escola e empre­sa de desportos náuticos Kook Proof.


Num dia sem nortada, no rio Cávado, zona prote­gida do Parque Natural do Litoral Norte, al­guns jovens equilibram-se em pranchas de paddle para uma sessão de ioga. «Nesta au­la piloto, está a testar-se pormenores», ex­plica Tiago Rocha, que abriu a escola de kitesurf há dez anos e montou kite camps quando estes rareavam no Norte do país. «Era uma coisa pequena», explica Pedro Bessa, que se juntou à equipa há três anos, pouco depois de a escola ter mudado para o seu nome atual.


Começou por instalar-se no bairro dos pes­cadores. A comunidade recebeu bem a esco­la, porque os surfistas tiveram o cuidado de se integrar no «espírito do local». Mais tarde, mudou-se para uma sa­la da lota que não es­tava a ser utiliza­da, ao lado na mari­na dos pescadores. «O único barco na ma­rina que não é de pes­ca é o nosso», diz Tiago.

Esposende cres­ceu acompanhando o desenvolvimento dos desportos náuticos. «Em agosto só havia turismo de emigrantes. Não ha­via turismo desportivo. Este tem tido um im­pacte grande nos últimos anos, inclusive im­pacte visual», considera Pedro.

Onde se testemunha o tal «impacte visual» de que falam é na esplanada do Sky Valley, pri­meiro restaurante na cidade totalmente dedi­cado ao sushi e aos cocktails. Nesta «varanda privilegiada sobre a foz do Cávado», assiste-se aos voos rasantes e outras manobras aéreas do kite e também à velocidade das mo­tos de água. Jorge Rodrigues, que já organizava festas em Ofir, decidiu agora apostar num pro­jeto «mais sólido e duradouro» e o «sushi faz to­do o sentido aqui», em frente ao rio e ao oceano.



Aqui, a beleza da orla marítima deu origem a uma das mais cobiçadas zonas balneares do país. Em fren­te, há vários hotéis, incluindo o primeiro que aqui se instalou nos anos 1940. Atual­mente no grupo Axis e recentemente renovado, a unidade de quatro estrelas começou por ser conhecida por «ho­tel dos americanos», por alturas do fim da Segunda Guerra Mundial e passou já por várias fases, das quais dão testemunho alguns obje­tos, como o piano de Segundo Galarza, que nos anos 60 animava os serões dos hóspedes, ou as pistas de bowling, na época únicas, que serviam para os norte-americanos passarem o tempo.

Nessa época, explica José Araújo, di­retor da unidade, o hotel era bem mais peque­no do que é hoje. Atualmente, o hotel, direcio­nado para famílias, tem capacidade para rece­ber 460 hóspedes.


A banhos em Ofir

O Parque Natural do Litoral Norte não é só para ver de longe. Com as suas dunas, o mar, pi­nhais e lagoas, esta zona protegida estende-se ao longo de 16 quilómetros entre o rio Neiva, a norte, e a freguesia da Apúlia, a sul, passando pelo estuário do Cávado.



Existem percur­sos sinalizados para fazer a pé ou de bicicleta. Um deles é o trilho «Entre o Cávado e o Atlân­tico» que tem o seu início no Clube Náutico de Fão. Relativamente curto, o percurso permite caminhar sobre passadiços que cruzam o ca­bedelo. De resto, Fão pode conhecer-se toda andando a pé, desde a ponte oitocentista que cruza o Cávado, passando pelo centro até Ofir.



Contemporânea do hotel, como marca registada, é a Pastelaria Clarinhas, onde nasceram as famosas «clarinhas de Fão». Estes pastéis de massa tenra recheados com doce de chila foram patenteados em 1947. Mas começaram a ser produzidos muito antes. «Uns dizem que a receita nasceu num convento, outros, numa casa senhorial», conta Pedro Alves, que está à frente da pastelaria, admitindo que pouco se sabe sobre a origem do doce. Sabe, sim, que a sua família o faz há mais de cem anos. Continua a ser o único sítio que vende as originais, feitas artesanalmente.



Uma confeitaria histórica e um «bar pirata»
Ir embora de Fão sem comer clarinhas e sem se ir conhecer o Bar do Fojo é perder parte da história da vila. Aberto em 1974, este «bar pirata» do pescador, poeta, filósofo e artista Sérgio Cardoso é contemporâneo da Revolução de Abril.

Ele próprio revolucionou a vila com o seu espaço aberto a todos, de pescadores a marinheiros, de turistas a boémios e agora muitos entusiastas de kitesurf, que Sérgio já homenageou numa das paredes do bar.

Onde antigamente havia um estaleiro, este bar-barco foi sendo construído aos poucos e ficará «por acabar», admite Sérgio, que gere o espaço com a ajuda do filho, também Sérgio e também pescador. Antes da partida, brinde-se com uma tigela de «botas de água», bebida ligeiramente doce que Sérgio gosta de aromatizar com uma folha de eucalipto.


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